Conteúdo na Íntegra: https://mkt.quintoandar.com.br/indice/
São Paulo, 5 de janeiro de 2021 – O valor médio do aluguel residencial registrou queda de 6,26% em São Paulo e 3,51% no Rio de Janeiro entre janeiro e dezembro de 2020. Em relação a novembro, SP e RJ apresentaram leve alta: 0,03% em São Paulo e 0,14% na capital fluminense. O preço médio do m² para aluguel em dezembro foi de R$ R$ 35,43 em São Paulo e de R$ 29,09 no Rio.
Na capital paulista, os bairros com maior queda em 2020 foram Santo Amaro, Centro, Real Parque, Vl. Nova Conceição e Paraíso. Já os bairros Mandaqui, Vila Carrão, Bom Retiro, Butantã e Jd. São Savério registraram alta no valor médio do aluguel. No Rio de Janeiro, os bairros Lagoa, Sta. Teresa, Ipanema, Laranjeiras e Botafogo sofreram as maiores baixas. Barra, Leblon, Recreio, Vl. Isabel e Freguesia foram as regiões mais valorizadas na capital fluminense.
“Em 2020, os bairros mais afastados dos grandes centros comerciais foram os mais valorizados, conta Fernando Paiva, gerente sênior de data analytics do QuintoAndar. “Isso pode ser reflexo das novas estruturas de trabalho remoto trazidas pela pandemia, ou seja, os inquilinos estão buscando mais conforto para atender às suas novas necessidades e abrindo cada vez mais mão de estar perto do trabalho, por exemplo, e isso pode aumentar a oferta.
Outro efeito observado pelo índice QuintoAndar foi a retração no valor do aluguel dos imóveis de um dormitório. Nos últimos 12 meses, em São Paulo, o valor médio do aluguel por m² nesses imóveis passou de R$ 49,86 em dezembro de 2019 para R$ 44,50 em dezembro de 2020. O mesmo aconteceu no Rio de Janeiro, que passou de R$ 38,03 em janeiro para R$ 35,25 em dezembro de 2020.
Valores de imóveis anunciados e contratos fechados sofreram descolamento em 2020
O índice Quinto Andar passa, a partir de janeiro, a registrar mensalmente a diferença nos preços de anúncios de aluguel e aqueles efetivamente praticados no fechamento dos contratos. Em São Paulo, o valor médio nos contratos de aluguel foi 12,02% inferior aos preços de anúncios em dezembro. No Rio, essa diferença foi de 14,89% no mesmo mês.
“Além da pandemia, outros fatores podem ter contribuído para esse descolamento, como a alta do IGP-M, especialmente nos últimos meses do ano, explica Fernando Paiva. “Percebemos que a negociação tem sido maior entre inquilinos e proprietários, já com a intenção de se prevenir contra a alta do IGP-M.