Tendências e dados

Mesmo com alta em novembro, preços de aluguel desaceleram no Rio, revela índice QuintoAndar

Crescimento menor dos preços no mercado propicia espaço favorável para negociação entre inquilinos e proprietários, segundo economista

6 de dezembro de 2022

Confira levantamento na Íntegra aqui

O mercado residencial de aluguel no Rio de Janeiro segue em crescimento pelo 15º mês consecutivo, mas começa a dar sinais de desaceleração. A conclusão faz parte do índice QuintoAndar de Aluguel, divulgado hoje.  Em novembro, o preço médio do metro quadrado chegou a R$ 35,71, valor 1,4% acima do registrado em outubro. Apesar disso, a comparação de crescimento dos últimos 12 meses (16,4%) em relação ao mês anterior (17,3%)  indica uma queda no ritmo de crescimento do mercado carioca. Trata-se do menor percentual de crescimento observado nos últimos quatro meses. 

Os números não indicam uma retração no setor imobiliário da capital, mas uma queda no ritmo de crescimento do mercado carioca. Ainda que novembro tenha registrado aumento de 1,4% nos preços do aluguel em relação a outubro, o mesmo período em 2021 indicou alta de 2,1%

Para Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o movimento observado no Rio é natural, principalmente diante dos acontecimentos, com o impacto da pandemia nos preços. 

“Durante o período mais grave da pandemia, os preços dos imóveis caíram bastante e muito rápido. Com a queda do número de casos e a retomada da economia, o movimento foi inverso: os preços subiram de forma expressiva e muito rapidamente. Por isso, é natural que o mercado observe uma desaceleração a partir de agora, diante da conjuntura econômica, destaca Oike.

Espaço para negociação

Para o economista do QuintoAndar, o crescimento menos dos preços do mercado propicia um maior espaço para negociação entre inquilinos e proprietários.

Dados do índice QuintoAndar mostram que a diferença entre o preço do anúncio e do contrato está próxima da estabilidade há seis meses. Em novembro, a diferença chegou a -9,52%, mesmo valor registrado em junho deste ano.

“Num cenário de mercado aquecido, esse indicador estaria diminuindo mês a mês. No entanto, o que vemos é uma certa estabilidade. Ou seja, ainda há espaço para barganhar e conseguir o melhor preço, reforça Oike.

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