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A demanda por apartamentos menores, como os microapartamentos e os studios de um quarto, fez com que o preço desse tipo de imóvel disparasse em São Paulo. Dados do índice QuintoAndar de Aluguel, divulgado hoje, apontam que o preço do metro quadrado dos apartamentos de um quarto atingiu a média de R$ 53,32 em novembro. É o maior valor do metro quadrado da série histórica do indicador, iniciada em junho de 2019.
Até então, o maior preço negociado havia sido registrado em março de 2020, antes da pandemia de Covid-19, quando o preço médio atingiu R$ 52,58. Em novembro, o indicador registrou o 6º mês consecutivo de alta, reforçando o cenário de aquecimento desses imóveis na capital. Em 12 meses, o valor médio do metro quadrado das residências de um quarto subiu 18,8%.
Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o valor recorde dos apartamentos de um quarto consolida a recuperação do mercado imobiliário paulistano das perdas da pandemia.
“Somente os imóveis de um quarto ainda não haviam recuperado todas as perdas da pandemia em São Paulo, o que aconteceu agora em novembro. Muitas pessoas voltaram a morar perto do trabalho e de locais com fácil acesso ao transporte público nos últimos meses, destaca.
Os números mostram que os imóveis menores foram os que mais valorizaram entre todos os tipos na capital. Os apartamentos de dois e três quartos subiram 13,5% e 12,7% nos últimos 12 meses. Considerando a média de preços do último mês, quem aluga um imóvel de um quarto paga 50% a mais pelo metro quadrado do que aqueles que moram em residências com dois quartos.
“O valor do metro quadrado é mais elevado, mas o valor médio desses imóveis é menor, o que ajuda na atratividade, lembra Oike.
Preço sobe pelo 16º mês seguido em SP
Além da crescente demanda por studios e microapartamentos, a procura por outros tipos de imóveis também tem contribuído para que os preços em São Paulo se mantenham em alta. Em novembro, os preços do aluguel subiram pelo 16º mês consecutivo, com alta de 0,55% em comparação com outubro, atingindo a média de R$ 41,93 por metro quadrado.
É o maior valor da série histórica do indicador, iniciada em 2019. Em 12 meses, o valor médio do metro quadrado subiu 16,5%.
Mesmo com o valor em alta, os consumidores ainda têm encontrado espaço para negociação. Dados do índice QuintoAndar mostram que a diferença entre o preço do anúncio e o do contrato atingiu -10,06%.
“Com o mercado aquecido, os proprietários têm aproveitado para aumentar cada vez mais os preços. Isso não significa, porém, que os contratos fechados estejam acompanhando essa alta na mesma medida. Ou seja, ainda há espaço para negociar e conseguir um desconto na hora de fechar negócio, conclui o economista do QuintoAndar.