São Paulo, 2 de julho de 2021 – O índice QuintoAndar, que acompanha dados efetivamente usados em contratos de aluguel residencial de SP e RJ, registrou queda de 1,27% ante maio de 2021, chegando ao menor valor registrado na série (R$ 34,9/m²). Já no Rio de Janeiro, o índice apontou queda de 1,44% em relação ao mês anterior, mas ainda mantém a estabilidade registrada no último mês. No acumulado de 12 meses, o indicador segue queda de 6,21% em SP e aumento de 2,29% no RJ.
Em junho, o índice QuintoAndar aponta ainda que os valores de aluguel por m² em anúncios foi 14,37% maior do que os efetivamente praticados em contratos em São Paulo. No Rio, essa distância entre valores anunciados e praticados foi de 15,5%.
Dados de São Paulo
Em São Paulo, o bairro que mais se valorizou nos últimos seis meses foi a Vl. Mazzei, na zona norte da capital, seguido por Vl. Carrão e Jaguaré. Já as maiores quedas nesse intervalo foram Belém, Vl. Mascote e Sta. Cecília. Entre os bairros com metro quadrado de aluguel mais caro na cidade estão, Vila Nova Conceição, Vila Olímpia e Real Parque.
Em relação ao tamanho, o preço do aluguel por metro quadrado dos imóveis de um quarto caiu 1,19% em junho, ante maio. No mesmo período, houve queda de 0,91% nos imóveis de dois quartos e 0,37% nos imóveis de 3 quartos.
Dados do Rio de Janeiro
A maior alta de aluguel por metro quadrado no Rio foi Lagoa, seguido por Ipanema e Jd. Oceânico. Já as maiores retrações aconteceram no Grajaú, Leblon e Santa Teresa. Ipanema, Leblon e Lagoa são os bairros mais caros da capital fluminense.
Os imóveis de até 1 dormitório tiveram leve queda no preço do metro quadrado de 1,3% em junho, comparado com maio. Os dois quartos tiveram queda de 0,49%. Já os imóveis de três dormitórios registraram a menor queda do período, de 0,31%.
“As oscilações nas duas capitais deixam claro que o mercado imobiliário sente os efeitos da pandemia, conta José Osse, head de comunicação do QuintoAndar. “Embora os preços caminhem para uma tendência de estabilização no acumulado de 12 meses, em SP e RJ, ainda temos muitas perguntas sem respostas sobre o cenário macroeconômico que dificulta qualquer tipo de previsão e planejamento. A recomendação neste momento é se manter atento aos índices de preço para balizar melhor as negociações de aluguel.
Estudo suplementar: Precificar errado um imóvel de aluguel pode comprometer até 22% da renda anual do proprietário
A edição de julho do Indice QuintoAndar trouxe também um estudo suplementar sobre ‘a influência da precificação do imóvel na dinâmica da negociação’. O material mostrou que tentar alugar um imóvel pelo valor mais alto do que ele realmente vale, pode comprometer a renda anual do proprietário em até 22%. Isso porque, o preço errado torna o imóvel menos atrativo nos primeiros dias de anúncio, que são primordiais para garantir o sucesso da transação. E os gastos gerados pelo período de vacância traria prejuízos para o proprietário. Por outro lado, precificar o imóvel da forma correta pode aumentar os ganhos em até 37%.
A precificação elevada dos imóveis com objetivo de ‘sentir’ o mercado pode ser uma decisão equivocada, já que a atratividade de um anúncio se concentra nos seus primeiros dias. De acordo com o levantamento da imobiliária digital, as visualizações de um anúncio são 45% maiores que a média na primeira semana em relação às seguintes. No caso das visitas agendadas, o número é 41% maior que a média nos primeiros sete dias, e se torna menor que a média depois da terceira semana.
Ajustar o preço do anúncio pode ser uma solução para retomar o dinamismo na negociação do imóvel. Mesmo para imóveis que já estão disponíveis há mais tempo, uma mudança de preço que chegue mais próximo ao preço de demanda do imóvel faz com que ele seja alugado em até 3 semanas em média, sendo que a maioria é alugada em até 2 semanas.
A tendência é que quanto mais tempo o imóvel ficar anunciado, maior terá de ser o desconto médio concedido para concretização do aluguel – sendo que o valor da própria unidade amplifica esse efeito. Ou seja, quanto mais caro o imóvel e maior o tempo do anúncio, mais elevado o desconto terá de ser. O desconto médio em imóveis alugados em 4 semanas é 60% maior que aquele concedido para imóveis similares alugados nas primeiras duas semanas, e mais do que o dobro do desconto das unidades com contrato fechado em menos de sete dias.