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Tamanho e proximidade a serviços são o que mais impactam preço de um imóvel em Belo Horizonte, mostra Datafolha

Pesquisa inédita encomendada pelo Grupo QuintoAndar revela as características que mais agregam valor na opinião de compradores, inquilinos e proprietários da Região Metropolitana de BH.

2 de dezembro de 2024

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O tamanho e a localização próxima a serviços são as duas características que mais impactam na definição do preço de um imóvel na Região Metropolitana de Belo Horizonte. É o que mostra uma pesquisa exclusiva realizada pelo Datafolha em parceria com o Grupo QuintoAndar.

Ambas as características são apontadas por 72% dos entrevistados como as que mais agregam valor a um imóvel. Veja a lista completa:

  • Tamanho do imóvel em metros quadrados – 72%
  • Localidade próxima a serviços – 72%
  • Estado de conservação – 71%
  • Quantidade de cômodos (ex.: banheiros, quartos) – 63%
  • Idade do imóvel – 45%
  • Áreas de lazer (ex.: piscina, academia, quadra de esportes etc.) – 42%
  • Em qual andar que o imóvel está – 40%
  • A posição do imóvel (ex.: sol da manhã ou da tarde, frente ou fundo etc.) – 31%
  • Mobília (incluindo móveis planejados) – 25%

Foram entrevistadas 300 pessoas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

“A questão do tamanho é algo bem peculiar de Belo Horizonte. O dado é dez pontos percentuais maior que o registrado em São Paulo e no Rio. Já a localização e o estado de conservação também aparecem com destaque nacionalmente. Esses achados são extremamente valiosos para os proprietários que estão na jornada de venda ou locação e buscam entender o que, de fato, é valorizado ao determinar o preço de um imóvel na região, afirma Thiago Reis, gerente de Dados do Grupo QuintoAndar.

Ainda de acordo com a pesquisa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, apenas 20% dos proprietários costumam levar mais de um mês pesquisando para saber como precificar de forma adequada o imóvel. Em São Paulo, por exemplo, o percentual é de 32%.

“A pesquisa indica que os moradores de BH conseguem chegar a um valor de forma mais célere que em outras localidades. Um dado que ajuda a entender esse comportamento é o que mostra que, ao serem questionados em que momento fazem a pesquisa para definir o preço do imóvel, 26% dos proprietários na região dizem sempre fazer isso, mesmo quando não estão planejando alugar ou vender, afirma Reis.

Calculadoras de preço
Um outro resultado da pesquisa Datafolha chama bastante a atenção: 66% dos proprietários entrevistados afirmam já ter utilizado um site ou app para calcular o preço do imóvel na Região Metropolitana de BH.

“Esse percentual também é maior que o verificado em SP e no Rio e que a média nacional (59%). Além disso, 78% dos proprietários que usaram um site ou app confiaram no resultado apontado, o que mostra a importância de uma ferramenta como essa para balizar uma decisão”, afirma o gerente de Dados do Grupo QuintoAndar.

“No QuintoAndar, por exemplo, as calculadoras têm sido aprimoradas nos últimos anos e levam em conta uma das maiores bases de dados imobiliários do mercado. Informações como a tipologia, a localização e o valor do condomínio combinadas com as mais avançadas tecnologias em machine learning e análise de imagens via IA fazem com que os valores sugeridos resultem também em uma maior liquidez.

Metodologia da pesquisa
Ao todo, foram realizadas 2.005 entrevistas com a população brasileira com 18 anos ou mais, incluindo inquilinos, compradores, vendedores e proprietários de imóveis, em todas as cinco regiões do país (Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste). Há, ainda, uma amostra representativa das regiões metropolitanas de Rio, São Paulo e Belo Horizonte (onde foram ouvidas 300 pessoas). A pesquisa foi feita entre os dias 27 de agosto e 12 de setembro de 2024, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos para o total da amostra. Em BH, a margem de erro é de seis pontos.